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Julho 2, 2008
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Deficientes – Mercado de trabalho

Junho 9, 2008
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Se você é um deficiente físico ou conhece alguém que é, e esta a procura de uma vaga no mercado de trabalho, nossa dica é o site da IBDD o link abaixo leva você direto á pagina de cadastro.

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Prefeitura pagará escola para menino com deficiência

Maio 26, 2008

A Comissão de Educação e Cultura ouviu em audiência pública representantes do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

A prefeitura de São Paulo, que mantém 1.347 unidades de ensino, poderá ter que pagar uma das escolas mais caras da capital para o estudante Matheus Mello Messias, de 5 anos, portador de deficiência física.
A Justiça concedeu liminar determinando que, se em dez dias uma escola municipal de educação infantil não for adaptada às condições físicas do menino, o município terá que matriculálo no Dante Alighieri, no São Luiz ou no Mackenzie.
A decisão do juiz Randolfo Ferraz Campos, da 14ª Vara de Fazenda Pública, atende a pedido do pai de Matheus, o aposentado Helton Messias, de 63 anos, que quer a inclusão imediata do filho numa escola adequada.
A liminar, que ainda obriga o fornecimento de transporte escolar, teve parecer favorável do promotor Carlos Alberto Hernandez Júnior.
A Secretaria Municipal de Educação informou que a assessoria jurídica está analisando o processo e que o aluno já tem atendimento especializado.
Matheus tem mielomeningocele, uma má-formação da coluna que o impede de andar e de controlar o sistema urinário e os intestinos. Segundo os pais do estudante, por causa disso ele está fora da escola regular, que não conta com um profissional capacitado para fazer a higiene pessoal do menino, que usa fraldas.
Em fevereiro, Matheus foi matriculado na Escola Monteiro Lobato. Na época, a secretaria informou que aquela seria a unidade mais adequada para ele.
Mas os pais do menino dizem que, apesar das rampas de acesso, as barreiras continuaram.
Segundo eles, não há carteira adequada, banheiros adaptados com um local para a troca de fraldas nem um cuidador para fazer a higiene do menino.
— Fazer rampa não é garantir a inclusão — critica o pai.
Ele teria pedido autorização para levar um especialista à escola para verificar se a adaptação estava correta, mas não foi atendido. A mãe, a recepcionista Miria de Fátima Santos, de 41 anos, explica que deixou de levar o filho à escola porque não podia deixá-lo sozinho: — Uma professora me disse que não teria como levá-lo ao recreio.
Também falaram que não teria quem trocasse a fralda.

A secretaria confirmou que não há quem troque fraldas.

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Projeto que ajuda deficientes físicos e visuais sofre com falta de recursos

Maio 15, 2008

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O projeto da Dupé Arte e Vida consiste em dar a pessoas com deficiência física e visual a possibilidade de desenvolverem suas aptidões artísticas, e que os trabalhos resultantes desse intenso processo de criação possam ser comercializados no mercado.

Um dos muitos exemplos é o artista plástico Domingos Ferreira da Silva, que pinta com o pé e toca órgão com maestria. As obras são dos mais variados tipos, abrangendo desde belíssimas telas até cartões e calendários de mesa.

Na tarefa de divulgação da instituição está Ilda Cruz Abib, 69 anos, que destaca a importância social do projeto e a facilitação da inclusão dos membros na sociedade. Entretanto, Ilda chama a atenção para as dificuldades financeiras que cercam o DUPÉ hoje. “Temos muitos gastos com correio, gráfica e divulgação de exposições e não contamos com nenhuma ajuda externa. As preocupações são diárias e temo pelo encerramento das atividades”, diz Abib.

Neste contexto, parcerias e empresários interessados na manutenção do projeto são bem vindos. É possível conhecer com mais detalhes o trabalho desenvolvido através do site www.dupeartevida.com.br ou telefonar para 0800-7719115. Os artistas agradecem.

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Parque ganha gangorra para deficientes físicos

Maio 15, 2008

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A criançada que costuma passear pelo Parque Villa-Lobos, em São Paulo, desfruta de mais uma opção de diversão. Trata-se de uma gangorra em forma de partitura, desenvolvida especialmente para usuários de cadeiras de rodas, pelo engenheiro civil e designer Lao Napolitano, da Lao Engenharia Sustentável.

A peça, de 6 metros de comprimento e 1 de largura, funciona com um sistema de contrapeso que é acionado com as mãos ao girar e soltar a direção, instalada no lado direito. “Com este brinquedo, todas as crianças, cadeirantes ou não, podem interagir num mesmo ambiente de brincadeira”, afirma.

O design da peça, segundo Napolitano, é uma homenagem ao compositor erudito Heitor Villa-lobos, que deu nome ao parque. As proteções laterais lembram pautas musicais, com claves de sol e fá, e o apoio central assemelha-se a um metrônomo, instrumento que indica o compasso da música.

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Noticia: Cegos vão para casa beneficiente

Maio 15, 2008

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Onze deficientes visuais que foram obrigados a deixar às pressas o Instituto Beneficente para Deficientes Visuais Padre Donizete, no Jardim Liderança, na Zona Leste – após o local ser lacrado – receberam nova moradia. Ontem, a maior parte deles aceitou ir para a Associação para Deficientes Visuais São Judas, na Vila Mariana, na Zona Sul. A interdição aconteceu depois que o Ministério Público Estadual (MPE) fez um pedido para que a Subprefeitura de Itaquera vistoriasse o local. Para justificar a ação, o MPF informou que tinha uma denúncia anônima contra o local.

Segundo o subprefeito de Itaquera, Laert de Lima Teixeira, a primeira visita dos fiscais aconteceu em setembro de 2007. Na ocasião, foram constatadas diversas irregularidades, as piores em relação à falta de segurança e acessibilidade. O instituto foi notificado e teve um prazo para apresentar a documentação exigida. Porém, segundo a subprefeitura, nada mudou. Por isso o estabelecimento acabou lacrado na terça-feira.

Pelo quarto no abrigo, os deficientes pagavam entre R$ 200 e R$ 300. No novo endereço, a mensalidade será de R$ 200. O paraatleta Allisson Pereira da Silva, de 31 anos, não gostou da mudança.

- Aqui a gente era bem tratado. Tinha meu quarto, com banheiro particular. Não sei como será lá, mas com certeza o carinho que temos aqui não teremos no outro local.

O dono do instituto diz que fará as reformas necessárias.

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Maio 13, 2008

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Programa de Orientação para Museus Acessíveis

Maio 12, 2008
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O Centro de Memória Dorina Nowill foi criado em 2002, na FDNC – Fundação Dorina Nowiill para Cegos, com o objetivo de preservar a história da inclusão da pessoa com deficiência visual no Brasil.

O Centro de Memória também é acessível às pessoas com deficiência física. E desde 2003, vem ampliando sua atuação em prol da inclusão, com a criação do Programa de Orientação para Museus Acessíveis. O programa faz visitas de sensibilização e ministra workshops de formação sobre acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

“Durante as visita, estamos na companhia de pessoas videntes que nos descrevem com detalhes o local, além do que, utilizamos as escadas; rampas (quando existem); sentimos sinais pódo-táteis (quando os mesmos estão lá); verificamos se existem publicações acessíveis (folhetos em braille, catálogos digitais etc) e recursos sensoriais (maquetes, réplicas, etc), além de áreas de descanso, e principalmente, se os monitores foram treinados”, explica Antonio Carlos, um dos voluntários do programa.

Coordenados pela especialista em acessibilidade em museus, Viviane Panelli Sarraf, os voluntários do programa (em sua maioria pessoas com deficiência visual) já estiveram no Museu de Zoologia da USP; Museu de Geociências da USP, Museu Lasar Segall; Espaço Cultural do Banco Real; Museu do Instituto Biológico; Museu Biológico; Museu de Microbiologia do Instituto Butantã; Museu da Bíblia; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu do Instituto Adolfo Lutz; Museu de Arte Brasileira da FAAP; e exposições na OCA; (Parque do Ibirapuera), todos no município de São Paulo.

“Os museus que efetivamente implantam programas acessíveis começam a receber mais visitas”, comenta Viviane. Desde abril de 2005, a exposição “Fundação e Suas Muitas Histórias” do Centro de Memória Dorina Nowill recebeu aproximadamente 1.200 pessoas com deficiência acompanhadas de educadores. Segundo a especialista, esse número é maior ainda, somado aos visitantes espontâneos.

Para Viviane, “a acessibilidade torna o museu mais atrativo para um maior número de visitantes potenciais. As rampas para pessoas em cadeiras de rodas também são úteis para carrinhos de bebê; e sinalizações e identificações de peças em letras grandes também facilitam a leitura de crianças e de pessoas da terceira idade, por exemplo. No entanto, o grande desafio hoje é tornar a informação acessível e eliminar as barreiras mais difíceis, as atitudinais (o pré-conceito de cada indivíduo)”.

Para tornar ou criar ambientes convidativos a todas as pessoas, é preciso unir forças e trabalhar em conjunto. Parcerias eficazes e de baixo custo com ONGs, instituições, órgãos públicos, escolas e universidades, centros culturais, empresas privadas, e profissionais é o melhor caminho para levar cultura a todos. Os museus são um dos melhores exemplos de como é possível que a arte esteja ao alcance de todos.

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Lazer e acessibilidade

Maio 12, 2008
o papel higiênico literário.
Segundo o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional existem aproximadamente 2.208 museus no Brasil. São 366 só no Estado de São Paulo. Você costuma visitá-los? Com que freqüência? Por quê? Quais são suas expectativas em relação a eles?Caso você tenha alguma deficiência visual (dependendo do grau) pode precisar de ajuda para consultar os sites dos veículos de comunicação – que ainda não são acessíveis – e saber as principais atividades dos museus.

Você consegue chegar até os museus e permanecer neles com tranqüilidade? Se você utiliza cadeira de rodas para se locomover, poderá encontrar dificuldades de transporte e barreiras arquitetônicas, externas e internas. Se você quebrou o pé e precisa, temporariamente, de um par de muletas para conseguir andar, encontrará dificuldades para subir degraus e/ou escadas.

Ao visitar um museu, você compreende o que os educadores explicam durante as visitas guiadas? Se você tem alguma deficiência auditiva ou intelectual, poderá encontrar dificuldades para se comunicar, pois os museus estão começando a treinar os monitores para falar a Língua Brasileira de Sinais, e como se relacionar com diferentes formas de pensar.

Você interage durante as atividades propostas pelos educadores? Se você tem surdocegueira encontrará dificuldades, pois os museus estão começando a produzir recursos sensoriais, como maquetes e/ou réplicas de ‘obras’, por exemplo.

Você encontra sanitários com portas mais largas dentro dos museus? Caso você se locomova com ajuda de um andador, devido à idade; ou vá ao museu acompanhado do seu filho (carregando-o em um carinho), encontrará dificuldades, pois os museus começaram a se tornar acessíveis há pouco tempo.

Viviane Panelli Sarraf, especialista em acessibilidade em museus,explica que até meados do século XX, os europeus ainda estavam muito voltados às suas origens, às elites. O público dos museus, ou seja, as pessoas, só começaram a receber atenção da museologia, após o término da segunda guerra mundial. Museu do Louvre, Museu D’Orsay, Museu do Prado e Tate Gallery, são exemplos de instituições acessíveis.

Já os brasileiros começaram a respeitar a diversidade humana no final do século XX e início do século XXI. Os principais museus que se tornaram acessíveis foram o MAC – Museu de Arte Contemporânea da USP (Universidade de São Paulo); o Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro; a Pinacoteca do Estado de São Paulo, e o Centro de Memória Dorina Nowill, em São Paulo.

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Cadeira de rodas multifuncional

Maio 6, 2008

Foi a necessidade de se locomover sem precisar contar com a ajuda de terceiros que impulsionou o projetista Fábio Azevedo a criar a cadeira de rodas multifuncional. Adequada para transporte e também para o uso em vaso sanitário, a cadeira pode ser usada, ainda, em box, para o banho.

Foi a necessidade de se locomover sem precisar contar com a ajuda de terceiros que impulsionou o projetista Fábio Azevedo a criar a cadeira de rodas multifuncional. Adequada para transporte e também para o uso em vaso sanitário, a cadeira pode ser usada, ainda, em box, para o banho. Depois de enfrentar dificuldades com outros modelos de cadeira de rodas, Fábio Azevedo, que tem as pernas amputadas, optou por desenhar uma cadeira que auxiliasse deficientes como ele a desempenhar as tarefas cotidianas.

Concorrendo com dezenas de invenções, a cadeira de rodas multifuncional conquistou o segundo lugar na categoria “inovação social” do X Salão do Inventor Brasileiro, em Vitória – ES. Seu grande diferencial é o uso comum para as três funções, o que a torna muito mais econômica do que os modelos convencionais, além da importante característica de proporcionar o seu uso sem o auxilio de terceiros.

Esta combinação de fatores é o que confere à cadeira sua utilidade social, visto que, além de proporcionar ao deficiente a independência quando da execução de tarefas cotidianas, oferecendo-lhe maior desenvoltura nas tarefas produtivas, libera também pessoas que são necessárias para o auxílio quando não contam com o equipamento. Debaixo do assento composto de almofada em lona, que é removível, fica o assento sanitário. Já para o banho, o assento com lona e o encosto são retirados. Para a transição de um uso para outro, é necessário apenas que o deficiente desloque-se para uma cama com altura aproximada de 550 milímetros. Outra característica da cadeira é a versatilidade de manobras em locais de espaço reduzido.

A liberdade de ir e vir é o foco principal deste inovador projeto de Fábio Azevedo, que agora quer que a inovação chegue a outras pessoas portadoras de necessidades especiais. A expectativa do projetista é de que alguma empresa se interesse em produzir a cadeira multifuncional em série para redução do seu custo, contribuindo, assim, para o bem-estar dos deficientes físicos.

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